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Firmino Splendor começou sua trajetória na Instituição em 1960

Professor Firmino Splendor é o homenageado

Bento-gonçalvense, de 72 anos, Firmino Splendor nasceu no dia 2 de novembro de 1940. Filho de Antonio Splendor e Nunciata Massetir, casado com Petronila, teve dois filhos.

Sua trajetória na então Escola de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves começou no dia 4 de março de 1960, quando matriculou-se na primeira turma de técnicos em viticultura e enologia do Brasil, vindo a formar-se com mais 13 colegas, no dia 15 de dezembro de 1962. Em complemento a sua formação, especializou-se no Instituto de Enologia de Bordeaux, na França em 1983 e 1984, onde também realizou em Blancafort cursos de atualização em 1993 e 1994. Trabalhou por 12 anos na iniciativa privada na extinta Dreher S/A, a maior empresa na área de aguardentes, vinhos e espumantes de Bento Gonçalves na época.

A carreira como professor

Firmino lecionou na Escola de 1977 a 2000. Durante sua carreira como professor ministrou disciplinas de organização e normas (legislação brasileira), equipamentos vinícolas, higiene e conservação, enoquímica e enologia. Foi o responsável pelo setor da agroindústria de 1991 a 2000 e paraninfo das turmas de 1977, 1981 e 1986.

Pelos colegas é lembrado até hoje como uma pessoa dedicada, que se esquecia da vida enquanto estava no educandário. Não são raros os depoimentos de amigos que dizem que o Fusca azul de Firmino passava longas horas no estacionamento, enquanto sua esposa, muitas vezes, o esperava com o almoço pronto e ele não aparecia, distraído pelos experimentos que realizava. Questionada sobre esses fatos, Petronila confirma sorrindo: ?Ele acordava às 4h e dizia que precisava ir à Escola para realizar algum procedimento vinícola. Quando eu lhe perguntava se não tinha algum outro servidor que pudesse fazer o trabalho ele me dizia ?eles não recebem hora-extra? daí eu perguntava, e tu, recebes? E ele dizia que não?, diverte-se.

O Fusquinha azul ficou 35 anos com Firmino, que acabou desfazendo-se do veículo, mas sem nunca abandonar o estilo simples e o jeito humilde de ser. ?O doce professor Firmino, aquele que tem a alma de artista, o coração puro e a ingenuidade de um menino. Este é o 'Cara', que merece todas as homenagens. Parabéns meu bom amigo. Este presente que a vida lhe dá, nada mais é que um dos frutos que hoje colhes, pois, com certeza, um dia o plantaste e eu vi!? - Neiva Valenti Poletto, professora.

Mesmo aposentado, o professor procura manter-se atualizado sobre tudo o que diz respeito à área e garante não economizar quanto o assunto são livros. ?Enologia é dinâmica. Muda e evolui com frequência, principalmente no que diz respeito à tecnologia, então precisamos sempre estar atualizados?, enfatiza. ?Querido Firmino, sempre te admirei pela persistência, humildade, teu jeito de ser, mas principalmente pela tua força de vontade de trabalhar e de sempre se atualizar. Finalmente todo teu trabalho e dedicação foram reconhecidos. Fizeste da cantina da Escola, por vários anos, teu primeiro lar. Hoje recebeste uma pequena recompensa por tanto amor e sacrifício. É mais do que merecido!? - Nádia Valenti Possamai, professora.

Quando o assunto é a homenagem que lhe é conferida, Firmino faz uma pausa e pensa rapidamente antes de falar e, com um gesto típico de apertar os olhos, diz que recebe a distinção ?Com muita emoção, alegria, como um privilégio por ter sido escolhido. É um motivo histórico-familiar de muita satisfação?. Sentimento este compartilhado pela colega Remí Maria Possamai, assistente em Administração: ?Tive o privilégio de conviver nesta Instituição com o professor Firmino, um brilhante educador. Entre tantas lembranças, uma sempre permanecerá comigo: sua imensurável paixão pela arte da transformação da uva em vinho! A Enologia foi e, acredito piamente, sempre será uma, se não a preferencial, mola mestra de sua fecunda vida! Merecida homenagem ao ter seu nome escolhido para denominar a Biblioteca?.

E como Firmino chamava a atenção dos alunos para que prestassem atenção durante as aulas? ?Tinha que ter criatividade, momentos que os cativasse a escutar, não podia ser monótono. O questionamento e, sobretudo, com o conhecimento que faz despertar entre a teoria e a prática. Fiz muitos trabalhos no sentido de valorizar a degustação dos vinhos do Brasil, então essa parte chamava muito a curiosidade e atenção para o vocabulário e a terminologia utilizada. O lado prático sempre foi muito importante, não adiantava ficar só na teoria?, encerra.

A colega Sirlei Bortolini, registra em depoimento as características do educador: ?O Firmino sempre foi um excelente professor. Muito dedicado e comprometido. Passava o maior tempo em sala de aula e na Cantina Vinícola. Por diversas vezes sua esposa vinha buscá-lo, pois esquecia a hora de almoçar e adentrava noites. Para ele a perfeição é que imperava. Não admitia que nenhum vinho fosse produzido com má qualidade. Dominava com excelência o assunto, pois desde sua formação sempre se dedicou a produção vinhos, sucos e licores. Sempre foi um colega muito querido, um pouco confuso, mas engraçado, com seu jeito típico de ser. Se tratando de assunto de qualidade de vinhos ele era sempre o indicado ou procurado. Em sala de aula como tinha muito conhecimento sobre o assunto, estava sempre rodeado pelos alunos que queriam saber mais, e ele calmamente e com entusiasmo ensinava o ato de produzir um bom vinho. Ainda o encontro nas feiras e sempre que fala da Escola enche seus olhos de lágrimas. O admiro muito pela sua vontade, gentileza e pelo fato de transferir com prazer seus conhecimentos?.

Outros projetos

Além da carreira no magistério, foi um dos fundadores, no dia 22 de outubro 1976, dia em que a Escola de Viticultura e Enologia completava 17 anos, da Associação Brasileira de Técnicos em Enologia e Viticultura (ABTEV), hoje conhecida como Associação Brasileira de Enologia (ABE). A associação nasceu praticamente dentro da escola e Firmino foi seu primeiro presidente em 1977, gestão que repetiu em 1978, 1979, 1980 e 1987. Atuou ainda como tesoureiro, em 1982; secretário, em 1983, 1985, 1986, 1990, 1991, 1992, 1993 e 1994; secretário executivo, em 1988. Fundador também da Confraria da Vinha e Confraria Bom Gosto. Participa frequentemente como jurado em avaliações nacionais e internacionais de vinhos e espumantes, sua viagem mais longa foi para a China.

Após a aposentadoria, Firmino passou a dedicar-se ao seu empreendimento particular, a Adega Splendor, fundada por ele em 1997 e pioneira na elaboração nacional de licores naturais e também a escrita de livros especializados em enologia.

Títulos dos livros

- Vinhos e Licores: degustação e serviço;

- Enoturismo;

- Calendário de ações da uva, do vinho, do espumante e do licor;

- Subprodutos da uva e do vinho: uma riqueza nossa.

Galeria

Foto de Firmino no quadro de formatura O quadro da primeira turma de Viticultura e Enologia da Instituição

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